A esquizofrenia é um transtorno mental complexo que afeta a forma como a pessoa pensa, sente e se comporta. Pode se manifestar por meio de sintomas positivos — como alucinações auditivas e delírios — e sintomas negativos — como retraimento social, diminuição da motivação e embotamento afetivo. O curso da doença é variável, e o tratamento adequado pode transformar significativamente a trajetória do paciente.
O diagnóstico da esquizofrenia exige cuidado e experiência clínica. É preciso diferenciar esse quadro de outras condições que podem apresentar sintomas semelhantes, como transtorno bipolar com sintomas psicóticos, psicoses induzidas por substâncias ou condições médicas gerais. Essa diferenciação é essencial para a escolha do tratamento correto e para evitar medicações desnecessárias.
Como autor de capítulos sobre antipsicóticos e pesquisador na área, mantenho minha prática atualizada com as melhores evidências científicas disponíveis. O manejo farmacológico é individualizado, buscando o melhor equilíbrio entre eficácia e tolerabilidade, com atenção constante aos efeitos colaterais e à qualidade de vida do paciente.
O acompanhamento longitudinal é parte central do meu trabalho. A esquizofrenia é uma condição crônica que demanda seguimento contínuo, ajustes terapêuticos ao longo do tempo e uma relação de confiança entre médico e paciente. Trabalho com foco na recuperação funcional — ajudando cada pessoa a retomar suas atividades, relações e projetos de vida dentro das suas possibilidades.